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CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE CINOFILIA

Filiada à Fédération Cynologique Internationale

TRADUÇÃO: Claudio Nazaretian Rossi.

REVISÃO: Mirian Wendhausen.

PAÍS DE ORIGEM: França.

DATA DE PUBLICAÇÃO DO PADRÃO OFICIAL VÁLIDO: 03.11.2014.

UTILIZAÇÃO: Cães Toy e de Companhia.

CLASSIFICAÇÃO F.C.I.: Grupo 9 - Cães Toy e de Companhia

Seção 11 - Cães Molossos de Pequeno Porte.

Sem prova de trabalho.

NOME NO PAÍS DE ORIGEM: Bouledogue Français.

Sergio Meira Lopes de Castro
Presidente da CBKC

Roberto Cláudio Frota Bezerra
Presidente do Conselho Cinotécnico

Atualizado em: 19 de maio de 2016.

Importante: Essa tradução é apenas para gerar uma facilidade aos interessados que não dominam os idiomas oficiais da FCI.

BULDOGUE FRANCÊS
(Bouledogue Français)

BREVE RESUMO HISTÓRICO: Provavelmente surgiu, como todos os dogues,
dos Molossos do Epirus e do império romano, parente do Bulldog da Grã-Bretanha, dos Alanos da Idade Média, dos dogues e pequenos dogues da França, o buldogue que conhecemos é um produto de diferentes cruzamentos feitos pelos criadores apaixonados nos bairros populares de Paris nos anos 1880. Naquela época cão de forte Halles - açougueiros, cocheiros - e cedo conquistaram a alta sociedade e o mundo dos artistas pelo seu físico e particularmente pelo seu caráter. Ele então se propagou rapidamente. O primeiro Clube da raça foi fundado em 1880 em Paris. O primeiro registro data de 1885 e o primeiro padrão foi estabelecido em 1898, ano no qual a Sociedade Canina Central (Kennel Club Francês) reconheceu o Bulldog Francês
como raça. O primeiro cão dessa raça foi exposto no início de 1887. O padrão foi modificado em 1931-1932 e 1948. Ele foi reformulado com a colaboração de R. TRIQUET em 1986 por H.F. REANT (publicação FCI 1987), depois em 1994 por Violette GUILLON (publicação FCI 1995) e em 2012 pelo Comitê do Club do Bulldog Francês.

APARÊNCIA GERAL: O tipo é o de um molossóide de pequeno porte. Cão
possante para seu pequeno talhe, brevilíneo, atarracado, compacto em todas as suas proporções, de pelo curto, com uma trufa achatada, de orelhas eretas e com uma cauda naturalmente curta. Ele deve ter a aparência de um cão ativo, inteligente, muito musculoso, de estrutura compacta com uma sólida ossatura. Nenhum ponto é exagerado comparado aos outros, o que poderia destruir a harmonia geral ou dar ao cão uma aparência disforme de gênero ou de movimento.

PROPORÇÕES IMPORTANTES: O comprimento do corpo, medido da ponta
do ombro à ponta da nádega é ligeiramente superior à da altura na cernelha.
O comprimento do focinho é de cerca de 1/6 do comprimento total da cabeça.

COMPORTAMENTO / TEMPERAMENTO: Cão de companhia, sociável,
alegre, brincalhão, possessivo, ativo.

CABEÇA: Deve ser forte, larga e quadrada, a pele que a recobre forma, sem excessos,
as pregas e as rugas simétricas.

REGIÃO CRANIANA

Crânio: Largo, quase plano de uma orelha à outra, testa abaulada. Arcadas superciliares proeminentes, separadas por um sulco sagital pronunciado entre os olhos. O sulco não se prolonga para a testa. Crista occipital externa muito pouco desenvolvida.
Stop: Pronunciado.

REGIÃO FACIAL: A cabeça do Buldogue Francês é caracterizada por um
encurtamento da porção maxilo-nasal, bem como por uma ligeira a moderada
inclinação da trufa para trás. A trufa é ligeiramente arrebitada.

Trufa: De cor preta, larga, achatada, com narinas bem abertas e simétricas, voltadas obliquamente para trás. A inclinação das narinas bem como a trufa arrebitada devem permitir uma respiração nasal normal.

Focinho: Muito curto, largo, apresentando as pregas concentricamente simétricas.

Lábios: Espessos, um pouco soltos e pretos. O lábio superior junta-se ao inferior na sua metade, cobrindo completamente os dentes. O perfil do lábio superior é descendente e arredondado. A língua jamais deve ficar à mostra quando o cão está em repouso.

Maxilares/Dentes: Maxilares largos e poderosos. A maxila inferior (mandíbula) projetase à frente da maxila superior e curva-se para cima. O arco incisivo inferior é arredondado. Os maxilares não devem apresentar desvio lateral ou torção. Os espaços das arcadas incisivas não devem ser estritamente delimitados, a condição essencial é que os lábios superior e inferior se fechem bem ajustados cobrindo completamente os dentes. Os incisivos inferiores sobrepassam os incisivos superiores. Incisivos e caninos suficiente desenvolvidos. Dentição completa é desejada.

Bochechas: Bem desenvolvidas.

Olhos: Bem visíveis, com a expressão alerta, de inserção baixa, bem longe da trufa e das orelhas, de cor escura, bastante grandes, arredondados e sem mostrar traços de branco (esclerótica) quando o animal está olhando diretamente para frente. A borda das pálpebras deve ser preta.

Orelhas: De tamanho médio, largas na base e arredondadas na ponta. Inseridas no alto da cabeça, sem ficarem muito próximas, portadas eretas. O pavilhão é voltado para frente. A pele deve ser fina e macia ao toque.

PESCOÇO: Curto, poderoso, ligeiramente arqueado, sem barbelas, ele alarga na direção do ombro.

TRONCO

Linha superior: Progressivamente ascendente, mas não excessivamente, a partir da cernelha até o nível do lombo. Essa conformação, chamada carpa (“dos de carpe”), é uma característica da raça.

Dorso: Largo e musculoso, sólido e sem frouxidão.

Lombo: Curto, largo e arqueado.

Garupa: Bem inclinada.

Peito: Cilíndrico e bem descido (ligeiramente abaixo dos cotovelos), costelas
muito bem arqueadas, denominadas “em barril”. Peito largamente aberto, inscrito em um quadrado, quando visto de frente.

Linha inferior e ventre: Retraído, mas sem muito esgalgamento.

CAUDA: Naturalmente curta, idealmente de um comprimento suficiente para
cobrir o ânus, de inserção baixa, quase reta, grossa na base e afilando na
extremidade. Uma cauda torcida, nodosa, quebrada ou relativamente longa,
mas que não ultrapasse a ponta dos jarretes, é admitida. É portada baixa,
mesmo em ação, e não deve se elevar acima da horizontal.

MEMBROS ANTERIORES

Aparência geral: Aprumos regulares quando vistos de perfil e de frente.

Escápulas: Devem ser bem oblíquas.

Braços: Curtos, grossos, musculosos, ligeiramente curvados.

Cotovelos: Justos ao corpo, sem frouxidão.

Antebraços: Curtos, retos e musculosos.

Carpos: Sólidos e curtos.

Metacarpos: Curtos e ligeiramente oblíquos, quando vistos de perfil.

Patas: Redondas, compactas, de pequena dimensão, ditos “pés de gato”,
ligeiramente voltadas para fora. Os dedos são bem cerrados, as unhas curtas,
grossas e de cor preta.

POSTERIORES

Aparência geral: Os membros posteriores são fortes e musculosos, um pouco
mais longos que os membros anteriores, elevando assim a traseira. Os aprumos são retos, quando vistos de perfil e de trás.

Coxas: Musculosas, firmes.

Jarretes: Bem descidos, nem muito angulados nem retos. Tarso: sólido.

Metatarsos: Curtos.

Patas: Redondas, bem compactas, não virando nem para dentro nem para
fora.

MOVIMENTAÇÃO: Os membros se movimentam paralelamente ao plano
médio do corpo, tanto quando vistos de frente quanto de perfil. Os movimentos são livres, poderosos e regulares.

PELE: Sem frouxidão.

PELAGEM

Pelo: Curto, cerrado, brilhante e macio, sem subpelo.
Cor: Fulvo, tigrado ou não, com ou sem manchas brancas.

Pelagens sem manchas brancas:
Tigrado: Pelagem fulvo com moderadas ranhuras transversais moderadas de
rajado escuro dando uma aparência de “tigre”, a pelagem fortemente tigrada
não deve esconder a máscara de fundo fulvo. Uma máscara preta deve estar
presente. Manchas brancas limitadas presentes ou não.

Fulvo: Pelagem uniforme, de nuance fulvo claro ao fulvo escuro, apresentando, algumas vezes, uma atenuação de cor das partes inclinadas, com ou sem máscara preta, a pelagem com máscara sendo preferida. Manchas brancas limitadas presentes ou não.

Pelagem com manchas brancas:

Tigrado com moderada ou intensa quantidade de manchas brancas: ditos “codorna”, a mancha branca sendo idealmente distribuída sobre todo o animal.
Algumas manchas em sua pele são toleradas.

Fulvo com moderada ou intensa quantidade de manchas brancas: ditos “fulvo e branco”, a mancha branca sendo idealmente distribuída sobre todo o animal.
Algumas manchas em sua pele são toleradas.

Para todas as pelagens, a trufa é negra, jamais marrom nem azul. Os
exemplares totalmente brancos (a mancha branca totalmente invasiva), exceto
que com a trufa e as bordas das pálpebras negras, são admitidas, mas não
buscadas por causa dos riscos associados à surdez.

TAMANHO / PESO

Altura na cernelha
Machos: 27 à 35cm; 
Fêmeas: 24 à 32cm, com uma tolerância de 1 cm a mais ou a menos.
Peso
Machos: 9 à 14kg; 
Fêmeas: 8 à 13kg. Uma tolerância de 500 g acima do limite superior é aceito se o exemplar é bem típico.

FALTAS: Qualquer desvio dos termos deste padrão deve ser considerado como
falta e penalizado na exata proporção de sua gravidade e seus efeitos na saúde e bem estar do cão.

• Cor de “codorna” fortemente manchetado.
• Cor fulvo e branco fortemente salpicado.
• Para a cor fulvo, listra dorsal muito pronunciada que se estende na parte
de trás.
• “Meia branca” nos tigrados e fulvos.
• Unhas claras.

FALTAS GRAVES
• “Hipertipo”, exagero das características próprias à raça.
• Focinho muito longo ou muito curto.
• Língua aparente, a boca estando fechada.
• Olho claro (olho de rapina).
• Linha superior horizontal, da cernelha ao lombo.
• Excesso de despigmentação nos lábios, na trufa e nas bordas das pálpebras
que nunca devem ser completamente despigmentadas.
• Mordedura em pinça.

FALTAS DESQUALIFICANTES

• Agressividade ou timidez excessiva.
• Todo cão que apresentar qualquer sinal de anomalia física ou de comportamento
deve ser desqualificado.
• Falta de tipo: características raciais insuficientes que fazem com que o
cão como um todo não se pareça o suficiente com os seus congêneres da
mesma raça.
• Narinas completamente fechadas.
• Desvio lateral ou torção de mandíbula deixando a língua permanentemente
aparente.
• Cães com incisivos inferiores articulando atrás dos superiores.
• Cães com caninos (presas) permanentemente à mostra mesmo com a boca
fechada.
• Olhos heterocrômicos.
• Outras cores de trufa que não a preta.
• Orelhas não portadas eretas.
• Anurismo e cauda crescida para dentro.
• “Ergô” nos posteriores.
• Jarrete invertido (“de vaca”).
• Pelagem longa, dura ou lanosa.
• Cor não conforme às descritas no padrão, incluindo o preto, o preto com
marcas fulvo e todas as diluições de preto, com ou sem mancha branca.
• Tamanho e peso fora dos limites aceitos.
• Dificuldade respiratória.
• Surdez.

NOTAS:

• Os machos devem apresentar os dois testículos, de aparência normal, bem
descidos e acomodados na bolsa escrotal.
• Somente os cães clinicamente e funcionalmente saudáveis e com conformação típica da raça deveriam ser usados para a reprodução.
, 29/10/2016

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